A gente cresce na relação com o outro.

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segunda-feira, setembro 24, 2012

Políticas de Saúde no Brasil

Vídeo para ajudar aqueles que estão estudando Políticas de Saúde no Brasil. É uma dica bem útil para quem estuda para concursos públicos na área de saúde. No youtube encontramos vários vídeos sobre temas interessantes que caem com recorrência nas provas. É uma forma alternativa e gostosa de estudar!!

terça-feira, agosto 28, 2012

Dois palavrões

Tempo e Espera. Que me perdoem os apaixonados por clichês Mas eu discordo de lugares comuns, como "O tempo é o senhor da razão." e "Quem espera sempre alcança." Porque o Tempo, quando se trata de coisas boas, passa rápido demais Mas se precisamos que ele se adiante, ele insiste em procrastinar. A Espera, por sua vez, pode ser uma tortura sem fim Um eterno prolongamento de dor e angústia. Quanto a mim, não, não gosto do Tempo, muito menos da Espera. Quero que essa combinação terrível se afaste de mim bem agora E encontre um caminho bem diferente do meu itinerário. Jéssica Calderon.

domingo, maio 20, 2012

A SOMBRA...

Estudando Jung chegamos ao conceito de arquétipos. Arquétipos são conteúdos universais, que não provém da nossa experiência pessoal, mas originam-se da experiência de nossos antepassados e estão impregnadas em nós - isso tem a ver com algo que Jung chama de filogenética. Os arquétipos são estruturas psíquicas, são imagens primordiais, que constituem nosso inconsciente coletivo (conceito mais genial de Jung; totalmente diferente do conceito de inconsciente freudiano). Jung não vai negar o inconsciente freudiano - lugar que habita nossas memórias esquecidas ou reprimidas, provindas da nossa experiência pessoal. Esse inconsciente de que tratou Freud, Jung vai chamar de "inconsciente pessoal". Mas ele vai além. Ele cria uma nova ideia - o inconsciente coletivo. O inconsciente coletivo corresponde às memórias de nossos antepassados e que influenciam nossa personalidade, nossa forma de ser e estar no mundo. Voltando aos arquétipos... Os principais arquétipos são: ego, persona, sombra, anima, animus e o self. Hoje vamos falar da SOMBRA. A sombra é nosso lado animalesco, instintivo, se opõe à persona (nossa máscara social, aquilo que mostramos para as pessoas). A sombra é o que escondemos!! Não queremos ver. É o centro do inconsciente pessoal. Por ser algo que eu evito, tendo a projetá-lo nos outros. Porém, a sombra não é de toda má.. ela é fonte de criatividade!! Preste atenção em si mesmo! O perigo da sombra é não ser, minimamente, conhecida. Procure ver o que você anda projetando por aí. Tente entender um pouquinho de suas próprias criações no mundo. Conhece-te a ti mesmo! PS: Essa é apenas a minha descrição de uma parte ínfima da teoria junguiana. Lógico.. Estou me propondo a compartilhar um pouquinho das últimas coisas que tenho lido, como "pílulas de conhecimento". Para maiores interessados, procure a obra do autor! Bjos e bom domingo! Jéssica Calderon Psicóloga e Psicogeriatra.

sexta-feira, maio 18, 2012

INVEJA por Melanie Klein..

O sujeito inveja o objeto por algo que ele possui ou por uma qualidade. Busca-se ser tão bom quanto o objeto. Isto quer dizer que esta emoção se aproxima muito do amor e da admiração, mas se a busca é sentida como inatingível ou impossível, passa-se então a danificar a bondade do objeto para remover a fonte de sentimentos invejosos e desagradáveis.

sexta-feira, novembro 04, 2011

O poder benéfico do pensamento negativo




O pensamento positivo (senso comum) professa que encararemos as tragédias como sinais de boa aventurança. "Estava tão furiosa com a ideia de que o bem surge de todo desastre que, motivada pela perda do meu pai, resolvi escrever um livro", conta a jornalista inglesa Virgina Ironside, autora de You'll Get Over It: The Rage of Bereavement (Você Supera: A Raiva do Luto, sem tradução no Brasil). "O pensamento positivo não somente nos força à celebração quando ficamos doentes como também sugere a ideia louca de que pessoas felizes nunca adoecem", revolta-se.
Pessimismo defensivo

No manual de autossabotagem The Positive Power of Negative Thinking: Using Defensive Pessimism to Harness Anxiety and Perform at Your Peak (O Poder do Pensamento Negativo - Usando o Pessimismo Defensivo para Aproveitar Sua Ansiedade e Jogar Sua Performance Lá em Cima, 250 mil cópias vendidas desde 2001, inédito no Brasil), Julie qualifica o pessimismo defensivo como uma tática para situações específicas em que se necessita manejar medo ou desespero. "Os pessimistas defensivos se preparam para uma situação derrubando suas expectativas; seguem o princípio de que tudo pode dar errado. A ideia é criar tantos cenários de apocalipse que se bloqueia qualquer entrada possível para um desastre", explica ela. Ou seja: a melhor maneira de não dar sopa para o azar é... dar sopa para o azar.

Descrença salvadora

Como Cioran, os bons pessimistas costumam ser ranzinzas. É o caso do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, que, ao mesmo tempo em que descrê no ser humano, não deixa de criar espaços para sua fruição e seu conforto. Ou de Rubem Braga, que, se nas crônicas usava prosa terna e fluida, ao vivo nem sequer mostrava os dentes.

Mas o pessimismo só tem charme se tiver o humor como espinha dorsal. Reclamar sem tirar onda torna qualquer um um mala sem alça. Por outro lado, o humor não vive sem pessimismo - o mais universal dos piadistas, a lei da gravidade, comprova que cair, não levantar, é o que nos humaniza. Em crônica recente, o poeta Fabrício Carpinejar exalta o ranzinza de resultados: "O otimista é frouxo, repete as mesmas frases genéricas, como 'precisa crer' ou 'tenha esperança'. O pessimista é pessoal, persuasivo, abrirá seus segredos com desembaraço (...). Do veneno alheio, surgirão sabedoria, ensinamento, conselhos. Orgulho-me desse humor brasileiro. Daquele cara que deu tudo errado e ainda acha graça. Não confio em sujeito com felicidade de sobra".

Um reflexo à teoria do pessimismo defensivo é a Lei de Murphy - "Se algo pode dar errado, dará". Reflexão sobre o mistério gravitacional que faz com que a face da torrada untada com manteiga atraia irremediavelmente o chão imundo, a lei foi criada pelo engenheiro aeroespacial Edward Murphy e veio à luz, veja só, no mesmo ano de O Poder do Pensamento Negativo.


* Conteúdo do site VIDA SIMPLES.


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sexta-feira, outubro 28, 2011

Cuidados paliativos ao fim da vida (na demência)




O envelhecimento é um processo heterogeneo que ocorre de forma singular para cada pessoa. E, ainda considerando a mesma pessoa, o envelhecimento de cada órgão também terá ritmo próprio. É por isso que pode ocorrer das funções mentais às vezes irem perdendo seu bom funcionamento antes das funções de outros órgãos. É o que comumente acontece com sujeitos demenciados, a memória se vai juntamente com outras capacidades cognitivas apesar deste ainda gozar de uma excelente saúde física.
(Burlá, 2002, apud Burlá, 2006)

Contudo, esse envelhecimento que se inicia em determinados órgãos antes de outros, não ficará estagnado, mas a tendência é que se alastre como num efeito dominó para o resto do organismo.

"Quando um órgão passa a funcionar mal, num 'efeito dominó', compromete o funcionamento de um segundo, depois, um terceiro e assim sucessivamente. O paciente fica num estado de grande fragilidade e seu controle terapêutico se torna muito complexo." (Burlá, 2006, p. 320)

Em casos de doenças irreversíveis, como num processo demencial, o tratamento é, em grande parte, caracterizado por cuidados paliativos.

"A paliação é um conjunto de intervenções farmacológicas e não-farmacológicas que busca aliviar o sofrimento do paciente. Essas intervenções não são voltadas para a cura, mas sim para o alívio dos sintomas que angustiam e afligem o paciente..." (Burlá, 2006, p. 320)

O tratamento paliativo na demência compreende o controle de sintomas comportamentais e psicológicos e, como tais sintomas se fazem sentir no dia-a-dia do paciente junto às pessoas com quem vive, o cuidador familiar é figura muito atuante na administração de tais cuidados.

Diante da impossibilidade de cura, os cuidados paliativos têm por objetivo: aliviar sintomas, possibilitar melhor qualidade de vida ao paciente, controlar as complicações clínicas e minimizar o sofrimento e a dor.

Os homens só sobrevivem pela ação do "tomar conta", o que persiste e permite a existência de todos nós. Cuidado, tão simples, tão especial e tão imprescindível à vida dos seres humanos. (Burlá, 2006)

Burlá (2006) cita como características importantes para um bom cuidado paliativo a capacidade de compreensão, empatia e bom humor por parte do cuidador. Mas será isto é possível diante de todo o estresse que pode envolver o cuidado de um familiar com demência? Minha resposta a esta pergunta é "Sim, isto é possível!" Para auxiliar na construção de um cuidado que contemple esses três aspectos, acredito ser fundamental a compreensão do que é a doença que acomete o sujeito, a compreensão do sofrimento e angústia do próprio paciente e a valorização de espaços criados para que o cuidador também possa se cuidar.

Apesar do cuidar ser algo inerente a vida humana, quando falamos em cuidado de familiares idosos e demenciados isto contempla dor e sofrimento para quem cuida. Com a evolução de uma doença incurável, o familiar cuidador irremediávelmente enfrentará um desgaste físico, emocional e financeiro. Por isto se faz tão importante um acompanhamento profissional que possa dar suporte também ao cuidador, seja através de grupos psicoeducativos ou mesmo atendimento em psicoterapia.

O cuidado tão próximo exigido por uma doença incurável e que inexoravelmente leva à morte mobiliza nessa relação paciente-cuidador uma série de afetos importantes e intensos.

"Acompanhar uma pessoa acometida de uma doença incurável até a sua fase avançada é uma experiência revestida de intensa significação, especialmente se ela apresentar comprometimento da consciência ou cognição. Sua capacidade de interação com o mundo fica prejudicada, o que exige dos seus familiares e cuidadores disponibilidade interna, pois acompanhar um ente significativo no processo de morte é tarefa que provoca profundo exaurimento emocional. Essa é a hora dos grandes resgates e resoluções de pendências, algo que o curso da doença crônica, diferentemente das mortes súbitas e inesperadas, permite." (Burlá, 2006, p. 326)


BIBLIOGRAFIA:
MEDEIROS, S.A.R. – “Envelhecimento e cuidados ao fim da vida”. In: Ligia Py. [et al] (Org.) – 2 ed. – Holambra, SP; Editora Setembro, 2006.


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terça-feira, outubro 25, 2011

Quem vai cuidar de mim quando eu ficar velho?




O século XXI é marcado por uma profunda transformação no que vem a ser velhice.

O século passado, a despeito de um desejo geral de longevidade, foi caracterizado por uma expectativa de vida bem inferior ao que presenciamos hoje. No Brasil, por exemplo, a expectativa de vida era de 33,7 anos em 1900; atualmente ultrapassamos a caso dos 65 anos, segundo dados do IBGE. (Censo, 2003)

Através de pesquisas na área da saúde, do avanço da genética, da criação de políticas públicas e do desenvolvimento da infra-estrutura sanitária a tão sonhada vida longa chegou e o perfil demográfico da população vai progressivamente tornando-se mais velho. No entanto, qual o espaço possível para os idosos na sociedade de na família atuais?

Pensar no velho na família contempla aspectos diversos.

Segundo Medeiros (2006), os idosos, em geral, não ocupam mais o lugar de saber que outrora lhe era destinado. Com o advento tecnológico, os netos sabem mais que os avós. Através da informática e das mídias digitais nominadas pelos mais jovens a informação é facilmente acessada a um clique. Apesar da experiência acumulada, o vovô não é mais aquele que "sabe das coisas".

Por outro lado, o idoso não necessariamente está relegado a um lugar marginal e de desprestígio na sociedade e na família. Prova isto o fato de muitos destes serem responsáveis por lares ou contribuirem de forma significativa para o orçamento familiar. Segundo dados do Censo de 2000, lares com idosos apresentam melhor condição de vida, pois contam com benefícios da seguridade social. (Medeiros, 2006)

Além da contribuição financeira, nos lares onde estão inseridos, os idosos prestam cuidados às crianças e às pessoas doentes na família. Este cuidado tem valor prático e afetivo. Essa relação de cuidado inter-geracional serve como via de trocas de carinho, histórias, valores, apoio e motivação. (Oliveira, 1999 apud Medeiros, 2006)


BIBLIOGRAFIA:
MEDEIROS, S.A.R. – “O lugar do velho no contexto familiar”. In: Ligia Py. [et al] (Org.) – 2 ed. – Holambra, SP; Editora Setembro, 2006.


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